quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um conto de Natal (A Christmas Carol)

Tendo sido publicado pelo primeira vez em 1843, Um conto de Natal ou Um cântico de Natal numa tradução mais fiel ao original, já teve muitas reedições com os mais diversos, formatos e capas, esta da imagem não é nem de longe a melhor (pelo contrário, acho que deve ser a mais feia) mas como sempre posto as fotos das obras que eu li, vai aí a imagem do exemplar da L&PM pocket (que eu adoro, mas que podia ter feito uma capa mais bonitinha).
Essa é minha história de Natal preferida e acho que é meio uma unanimidade, uma vez que foi um enorme sucesso quando do seu lançamento e continua a ser reproduzida nas telonas incessantemente, e ninguém parece se incomodar com isso.
Assisti recentemente a última versão, uma animação com o Jim Carrey como Ebenezer Scrooge, acho que se tivesse visto no cinema em 3D teria gostado mais, mas acho que não tem muito como competir com a versão mais fofa de todas "O conto de Natal do Mickey" ou "Mickey´s Christmas Carol", que tem o Tio Patinhas no papel do Scrooge, o que não podia ser mais perfeito uma vez que o nome do Tio Patinhas em inglês é Uncle Scrooge, ou seja, o personagem foi inspirado em Ebenezer Scrooge desse nosso clássico de Dickens. No desenho temos ainda muitos outros personagens da Disney como o Pateta como o fantasma do sócio do Tio Patinhas e o Pato Donald como seu sobrinho Fred (gente, eu adoro o Donald, rs).
Bom, mas voltando ao livro, para aqueles que não conhecem a história (o que acho difícil mas, enfim) Ebenezer Scrooge é um velho rico e muito muito avarento e mal humorado. Para ele a pior época do ano é o Natal por que ele simplesmente nçao suporta ver tantos sorrisos, tantas pessoas alegres e cantando pelas ruas, atrapalhando o seu trabalho e perdendo seu tempo com felicitações e o pior de tudo: pedindo dinheiro para a caridade.
Na noite de Natal Scrooge recebe a visita do fantasma de seu sócio Jacob Marley falecido há 7 anos, Marley quer alertar Scrooge sobre os sofrimentos que uma alma ruim e egoísta enfrenta depois da morte tendo de vagar por toda eternidade, assim ele comunica a Scrooge que este receberá a visita de três outros fantasmas, os fantasmas dos Natais Passado, Presente e Futuro.
Assim Scrooge, sempre acompanhado pelos fantasmas pode relembrar o tempo em que ele era uma boa pessoa e que amava o Natal, pode ver com o Fantasma do Presente o quanto é ruim com as pessoas e como seu próprio funcionário tem dificuldades para alimentar a família por conta do salário tão baixo e com o assustador Fantasma dos Natais Futuros ele pode enfim ver qual será seu destino e como ninguém sentirá sua falta quando ele partir.
O final é bem óbvio com Scrooge se redimindo e se tornando o maior amante do Natal e bem feitor dos pobres e oprimidos, tendo se tornado conhecido em sua comunidade como "aquele homem que realmente sabe comemorar o Natal".
Apesar de ser bem óbvio, acredito eu, que é o tipo de história que todo mundo gosta de ler nessa época por que mostra a nobreza de sentimentos que deveríamos ter durante o ano inteiro e não somente no Natal. Realmente me incomodam pessoas que, nessas datas, se abraçam aos parentes aos prantos dizendo o quanto os amam enqto durante o ano inteiro tudo que fizeram foi brigar, acho meio hipócrita, mas quem sou eu pra criticar, tudo que posso fazer é praticar no meu dia a dia o amor, carinho e atenção, apesar de amar loucamente o Natal desde criancinha para mim essa data é mais para reunir as pessoas e honrar o aniversariante do dia, mas dizer que amo e amar eu amo o ano inteiro, rs
Voltando ao livro apesar de seu estrondoso sucesso dizem que Dickens o escreveu em tempo recorde (acho que 2 semanas) para ter $ para saldar uma dívida e que nunca imaginou que faria tanto sucesso. Dickens sempre o chamou de seu "livrinho de Natal".
Mas não só de historinhas de Natal se fez o autor, pelo contrário, antes de escrever a obra Dickens já era escritor consagrado por sua igualmente famosa obra "Oliver Twist", e a "Conto" se seguiram obras como "David Copperfield", "Little Dorrit", "Um conto de duas cidades" (A tale of two cities) e "Grandes expectativas" (Great expectations), a maioria tendo sido adaptada para o cinema diversas vezes.
O mais interessante sobre o autor e que fica muito claro em suas obras é sua crítica aos males sociais da era vitoriana, como a exploração das crianças, os maus tratos, a pobreza da classe trabalhadora, etc.
Isso fica muito claro em obras como Oliver Twist onde o personagem principal é um garoto órfão, Nicholas Nickleby onde o personagem do título vai trabalhar como professor em um orfanato e se indigna com as condições em que as crianças vivem e ainda em Little Dorrit onde Dickens usa elementos auto biográficos para contar a história da mocinha que viveu toda sua vida com o pai na prisão Marselhesa por conta da prisão desse por uma dívida (o mesmo aconteceu com o pai de Dickens).
Foi a primeira vez que li uma obra completa de Dickens, dá até vergonha de dizer mas é tão difícil encontrar boas versões traduzidas de sua obra e as em inglês ainda são um grande desafio para mim por conta do inglês de época e de eu precisa usar o dicionário constantemente para buscar termos que não são mais tão usados.
Mas eu não desisto, tenho um Little Dorrit em inglês para ler (haja coragem, tem umas 600 páginas), mas eu chego lá.
Quero desejar a todos um Feliz Natal, um 2011 cheio de novidades, conquistas, sonhos realizados e muitos muitos livros para ler!!!
Amei ter criado coragem para montar esse espaço e agradeço aos meus poucos amigos e seguidores que me acompanham.
Bjo grande e como diria o Pequeno Tim "que Deus abençõe a todos nós"!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Na minha estante tem...

O ano está chegando ao fim e apesar do blog ainda estar na infância, fim de ano é sempre uma época de reflexão, de pensar no que passou, no que vivemos e aprendemos durante o ano.
Como eu já disse, sempre tive vontade de ter com quem falar sobre literatura (além da minha irmã, rs), de ter um espaço pra trocar idéias, opiniões, sugestões, enfim, falar e também ouvir.
Os livros e suas histórias sempre me emocionaram muito, assim como o cinema, a música e tudo que esteja ao meu redor e me provoque uma reação, seja um arrepio, a vontade de sorrir ou de chorar, enfim, que alcancem o meu sentir.
Talvez eu seja uma pessoa sensível demais, pq as vezes choro até com comercial, rs, mas eu não consigo ler um livro ou ver um filme e não terminar tocada, não sair refletindo sobre a história e muitas vezes trazendo algo pra minha vida cotidiana.
A internet, obviamente, tb é fundamental e me proporcionou acontecimentos incríveis, conhecer pessoas maravilhosas, amigos hoje e pra vida toda...mas os bons e velhos livros ainda são os meus preferidos, eu até tentei mas não consigo ler na tela, no iPod, nada como as letrinhas no papel, rs
E na curta vida desse blog, eu pude falar sobre algumas das obras mais legais que li esse ano, muitas delas já entraram pra minha lista de preferidas e talvez eu seja uma pessoa que tem dificuldade em criticar, rs, mas eu gostei da maior parte deles e por isso parece que essa minha lista não vai parar de crescer e nela cabem todos os estilos. 
Eu sempre tive muita vontade de aprender mas nunca me julguei e nem fui uma aluna exemplar, por mais que muitos me achassem CDF eu nunca gostei muito de estudar, sempre tive dificuldade de me concentrar e sempre odiei matemática, hahaha, mas por outro lado sempre amei e fui bem em literatura, em história, eu estudava contando a história do Brasil (ou mundial) pra minha mãe, eu ia contando pra ela a história e memorizando....sempre amei uma boa história e sempre odiei decoreba, por isso minha preferência por essas matérias.
E por isso gosto tanto da internet tb, posso estar aqui falando das coisas que mais amo pra quem quiser ler, e mesmo que ninguém queira eu fico feliz simplesmente por ter um espaço pra me expressar e isso é suficiente pra mim.
Mas é óbvio que eu espero sempre que as pessoas leiam e comentem, gostem ou desgostem, mas comentem, eu adoro um feedback, é bom ver as coisas por outro ponto de vista, sempre aprendo muito e adoro aprender :)
Bom, vou pra um recesso (pq ninguém é de ferro) mas ainda volto pra um último post antes do Natal, sobre uma obra totalmente propícia pra essa época e, na minha humilde opinião, a que melhor representa essa que é a minha época preferida do ano.
Deixo vocês com algumas imagens (reais!!!) da minha estante (e do meu criado mudo!), rs, e me aguardem por que voltarei das férias com novas resenhas já que os livros que me aguardam são muitos e pretendo aproveitar esse descanso pra ler todos!

 

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Pé na estrada (On the road)

'On the road é a obra prima do autor Jack Kerouac, considerado o principal expoente da Geração Beat.'
Li esse tipo de comentário em diversos sites e blogs, é a definição mais comum a obra e ao autor. Podem me chamar de ignorante ou achar um absurdo, mas eu não sabia o que era a tal Geração Beat tão falada, eu poderia simplemente me sair com a frase "isso não é da minha época", rs, mas não, eu simplemente pouco tinha ouvido falar sobre e nunca me interessei em saber mais.
Mas isso não significa que eu não tenha interesse em ler obras por não saber do que falam, pelo contrário, muitas vezes isso me intriga mais ainda e desperta o interesse.
Foi o que aconteceu com On the road, mas antes de lê-lo eu fui pesquisar e descobri que a Geração Beat foi uma geração de pessoas, não necessariamente jovens, que tinham um espírito livre, que não se prendiam a ninguém e a lugar nenhum, que queriam viver a vida ao máximo, sem pensar no amanhã.
Posso estar falando besteira mas tenho pra mim que foram os precursores dos Hippies, que vieram depois e seguem uma filosofia de vida parecida.
A história é narrada por Sal Paradise, que vive em New Jersey e tem muitos amigos e através de um desses amigos ele conhece Dean Moriarty, um cara de espírito livre pelo qual Sal fica intrigado e cheio de vontade de conhecer melhor e se tornar amigo. Juntos eles partem por diversas viagens atravessando os EUA, indo e voltando, conhecendo lugares, pessoas e mais de si mesmos. Sal é o alter ego de Jack e Dean o de seu grande amigo Neal Cassidy, e a história é inspirada nas viagens que os dois fizeram juntos.
Eu ouvi dizer que Jack escreveu o livro em 2 semanas e que o rascunho foi escrito praticamente direto e reto, sem parágrafos e que ele datilografou em papel manteiga colado com fita adesiva pra que não precisasse trocar a folha! Só por aí vc já consegue imaginar como é alucinante a narração. Realmente quase não tem parágrafos e os capítulos são longos o que pra mim foi bem cansativo em alguns trechos.
A primeira vista eu diria é que os personagens são todos loucos, que não tem amor a nada e a ninguém e nem a própria vida e que o livro é todo uma grande confusão do começo ao fim.
Mas eu não sou pessoa de fazer julgamentos sem muita análise, sem me colocar no lugar ou tentar sair do meu lugar e entender a vida dos personagens ou mesmo o mundo e época em que o autor viveu e se baseou pra escrevê-la.
Assim eu posso dizer que o estilo de vida deles não tem nada a ver comigo, e assim é um pouco mais difícil e desconfortável quando você não consegue se identificar com os personagens, a leitura fica bem mais desafiante.
Eles são jovens que não precisam de nada pra viver, carregam poucas peças de roupa, pouco dinheiro, nenhuma comida, se o $ acaba eles arrumam um trabalho pra pagar a passagem de volta ou o lanche pra matar a fome ou furtam um pedaço de pão com queijo. Eles fumam muito, bebem demais, usam drogas, fazem muito sexo e bebem de novo e até cair. Atravessam o país vezes sem conta, aparentemente a gente não entende atrás do que, mas no decorrer dessa viagem alucinante que é a leitura de On the road vc entende que o que eles querem é viver, eles amam demais o próximo, eles acham tudo e todo mundo bom demais, incrível, fascinante, as pessoas menos "interessantes" pra uma sociedade, como um velho pobre, um andarilho, uma triste garçonete de um bar de beira de estrada, são os mais fascinantes para eles, aqueles com quem eles querem sentar e conversar e saber tudo de suas vidas.
Eu achei esse aspecto da obra o mais admirável e fiquei até um pouco espantada comigo mesma por tê-los julgado logo de cara, eles podem ser meio loucos sim, mas eles se importam muito com o próximo, querem entendê-lo, viver o que ele vive, se colocar no lugar dele, que o mundo seja de alegria, paz, companheirismo, muito jazz, altos papos....tudo isso regado a muita bebida, cigarro e sexo, claro, hehehe, mas de qualquer forma não deixa de ser algo a se admirar, pq mesmo e já naquela época (a história se passa na década de 40) a vida não era fácil e estavam cada ser humano mais preocupado em salvar a própria pele do que perder seu tempo se preocupando com o outro.
Mas com isso não quero dizer que eu entenda ou me identifique, foi muito interessante entrar nesse mundo, me colocar naqueles lugares como sempre faço quando leio, mas admito que em alguns momentos eu fiquei meio atordoada com tantas viagens, tantos nomes de cidades e tantas idas e vindas....realmente a cada dia que passa eu tenho a confirmação de que não sou nada, nada aventureira, rs
Ao final da leitura eu cheguei a conclusão que foi uma ótima forma de analisar a minha própria vida e pensar se não seria melhor pra mim ser um pouco mais desprendida das coisas, das pessoas, um pouco mais livre e levar a vida menos a sério, não tanto quando Sal e Dean, mas um pouco menos, :)
Acho que é uma obra muito interessante, vale muito a pena ler para conhecer um pouco mais daquele período, não só do estilo de vida desse grupo mas também da sociedade da época.
Agora vou ficar aqui aguardando a versão para o cinema que deve ser lançada em 2011 com direção do nosso brasileiríssimo Walter Salles.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Pelo mundo mágico de Harry Potter

Programei escrever sobre HP semana passada, como uma forma de comemorar o lançamento do filme Harry Potter e as Relíquias da morte - Parte 1, mas acabei preferindo esperar para ver o filme.
Antes de mais nada devo informar que eu só li a coleção esse ano depois de muita insistência de uma amiga, eu tinha um certo preconceito com essas histórias muito fantásticas, de bruxos, magia e também de vampiros, anjos, etc.
Achava que não tinha nada a ver comigo e que não ia conseguir passar do primeiro capítulo, por isso ao invés de comprar pedi emprestado para minha prima Jéssica o primeiro volume da coleção: Harry Potter e a pedra filosofal.
Como acontece com a maioria das pessoas, eu fiquei completamente encantada já com as 2 primeiras páginas que li e assim acabei comprando a coleção inteira e lendo tudo em menos de 2 meses e me tornei, claro, fã de carteirinha.
Eu não vou resenhar a obra pq acredito que seja impossível fazê-lo de forma resumida e sem estragar as surpresas, simplesmente por que cada livro guarda uma grande aventura e a solução de um mistério no final, e não tem como falar de um sem contar o que aconteceu no anterior.
Tb acho que seja totalmente desnecessário dizer mais que simplesmente Harry Potter é um dos personagens mais incríveis da literatura, não só ele como todo o mundo que descobrimos junto com ele, seus amigos, inimigos, os feitiços, as aventuras, os desafios e até mesmo os dramas, embates e os grandes vilões, tudo é simplesmente fascinante.
Eu lamento não ter me rendido antes e lamento mais ainda não ser uns 10 anos mais nova pra ter crescido junto com o Harry, o Ron e a Hermione, tenho certeza que a experiência teria sido mais incrível ainda.
Vejo muitos adolescentes comentando como foi importante pro crescimento deles, como a história fez muitos aprenderem a gostar de ler e acho realmente que HP é uma forma maravilhosa de introduzir as crianças ao mundo da leitura ou sugerir àquelas que não gostam de ler, ou acham chato, pq não tem como não se envolver logo no primeiro livro, que por sinal é o meu preferido....é simplesmente encantador, engraçado, triste, cheio de aventuras e é tb a introdução a esse mundo fantástico.

Desde então tenho uma tremenda admiração por J.K.Rowling, primeiro por sua incrível capacidade de imaginação. Não me conformo de como ela foi capaz de criar todo um mundo bruxo, não só uma escola de magia e suas matérias e feitiços mas também orgãos governamentais bruxos, animais, plantas, e toda a história do mundo bruxo em si com seus antepassados e ainda os livros que os alunos lêem na escola, criou até mesmo um esporte muitíssimo popular que é o quadribol, afinal, quem não queria jogar essa espécie de futebol misturado com basquete e sei lá mais o que e ainda por cima voando montado numa vassoura???
E o segundo motivo de admiração é que J.K. não é só criativa, ela é realmente uma ótima escritora, por que não é pra qualquer um escrever uma história dessa dimenssão, com tantos detalhes, tantos personagens, passagens de tempo, flashbacks, tudo isso sem deixar uma pontinha sequer solta.
Acho que muitos dos leitores esperavam sempre uma explicação pra algum ponto deixado em aberto, como eu tenho uma memória bem ruinzinha eu precisava voltar e consultar trechos de algum dos livros anteriores para me lembrar do que ela estava falando, sim por que J.K. voltava nos pontos, não deixa nada no ar, sem resposta, não decepciona seus leitores nunca.
E assim, terminada a leitura do último livro eu me senti (creio que como a maioria dos leitores) em luto, pq não haveria mais de Harry pra ler e nem acho que deveria, J.K. contou uma história incrível que terminou, na minha opinião, como tinha de terminar. E o luto é mesmo por não poder mais acompanhar a vida do nosso bruxinho preferido.
Por mais fantástica que a história possa ser, seus personagens são muito reais. Harry, Ron e Hermione são tão reais que eu sinto quase como se eles existissem de verdade, pq representam todos nós de alguma forma, é impossível não se identificar seja com a garota CDF e supermegablaster inteligente que sempre tira os amigos das enrascadas, ou o garoto atrapalhado que sempre se mete em confusões, ou com o garoto solitário que descobre nos amigos sua verdadeira família e até mesmo com personagens secundários como a doidinha excêntrica da turma, os garotos que adoram pregar peças e até mesmo o menino gordinho e desajeitado de quem todo mundo tira sarro....mas que tem muitas e grandes qualidades. Eles se tornaram nossa família e por isso mesmo é difícil dizer adeus.
Eu já comentei anteriormente dos personagens que "ficam" comigo, eu tenho realmente uma família só de personagens de ficção, que foram tão importantes pra mim, que me emocionaram e ensinaram tanto, que tem lugar cativo aqui no coração e o mérito é todo dos autores como a querida J.K.
Então é bem óbvio que assim que terminei de ler os livros fui atrás dos filmes e gostei bastante de todos, achei que foram bem fiéis exceto talves O enigma do príncipe onde mudaram algumas cenas, o que eu achei desnecessário. E também aguardei ansiosamente a estréia de Relíquias da Morte parte 1, pq depois de A Pedra Filosofal, esse é o meu segundo livro preferido...afinal é onde veremos como nossos personagens queridos terminam (e os não queridos tb, rs).

Enfim assisti o filme sexta passada e simplesmente amei, achei que foi bem fiel ao livro e super emocionante, curti cada minuto e achei que acabou muito rápido, rsrsrs, apesar de ter ficado superfeliz pelo tanto que mostrou da história, eu não tinha idéia qual parte/cena seria escolhida pra fechar a primeira parte e eu achei que foi perfeito e pudemos ver bastante da aventura dos nossos heróis. Houveram claro muitos momentos de emoção, alguns de tristeza e umas poucas mas muito boas risadas (gente, eu amo o Ron! rs), mas a conclusão realmente é uma só: foi incrível e não vejo a hora que estreie a segunda e última (snif) parte.

Para terminar eu gostaria de dizer que o que mais encantou é que HP não tem nada de clichê com "moral da história". Se não houvessem os elementos fantásticos (o que, vamos concordar não seria tão legal, rs) poderia ser simplesmente uma história sobre um garoto órfão e solitário que um dia descobre que é muito especial e que aos poucos constrói a família que escolheu: seus amigos e como muitas vezes quem mais nos ama e se preocupa com a gente não compartilha do mesmo sobrenome/sangue. Eu vejo até como uma parábola sobre as dificuldades que muitas vezes enfrentamos e que nos levam a amadurecer e como os amigos e o amor são o que mais importa na vida....se vocês pararem pra pensar tudo pelo que eles passam (desde o sacrifício de sua mãe pra salvá-lo) se resume ao amor e como ele move as pessoas a lutarem até o fim sem se importar com o resultado final. E poder acompanhar o crescimento e o amadurecimento desses personagens foi simplesmente uma experiência incrível.
HP e as Relíquias da morte - Parte 2 estréia em Julho de 2011, será o desfecho de uma história fantástica, mas que estará sempre viva nos corações dos leitores.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O morro dos ventos uivantes (Wuthering Heights)

Clássico da literatura britânica é um dos romances mais cultuados de todos os tempos.
Lançado originalmente em 1847 foi a primeira e única obra escrita por Emily Brontë, a segunda das três irmãs escritoras. Sua irmã mais velha Charlotte escreveu o também cultuado 'Jane Eyre' e a mais nova Anne escreveu 'O locatário de Wildfell Hall', entre outros.
Emily não chegou a viver para ver o sucesso de sua obra tendo falecido de tuberculose um ano depois de seu lançamento e poucos meses após completar 30 anos. Aliás, a tuberculose levou todas as 3 irmãs ainda muito jovens, Charlotte morreu aos 38 e Anne aos 29 anos.
Morro dos ventos uivantes não é uma história de amor, é uma obra sombria, com um tom amargo e triste durante todo o texto. Até por isso foi incompreendido na época de seu lançamento e não recebeu boas críticas. Na verdade esse é um erro muito comum relacionado à obra, Morro não é um romance e sim uma história sobre vingança.
A história é narrada pelo Sr. Lockwood que chega à Granja dos Tordos, propriedade locada por ele durante uma temporada. Sendo um homem da cidade, ele procura um local pacífico para descansar e apesar das lindas paisagens da região ele se depara com uma estranha “família”, cheia de mistérios.
Após uma visita a residência de seu locatário, o Sr. Heatcliff no Morro dos ventos uivantes, o Sr. Lockwood fica completamente intrigado com este e os demais moradores, que nada parecem ter em comum a não ser sua brutalidade, e no retorno à Granja convalecendo por conta de uma gripe, ele pede a sua governanta a Sra. Nelly que o distraia contando o que sabe sobre o Morro e seus moradores. Acontece que não só ela sabe muito, como viveu praticamente toda a vida em meio a essas pessoas e começa então sua longa e detalhada narração sobre os tristes acontecimentos dos últimos 30 anos:
O Sr. Earnshaw, proprietário original do Morro, de volta de uma viagem traz um garoto de provável origem cigana que ele batiza de Heathcliff. Órfão, privado da convivência com a sociedade civilizada, o garoto causa estranheza a todos os moradores da casa, especialmente ao filho do Sr. Earnshaw, Hindley, em quem nasce instantaneamente ódio, especialmente ao presenciar o favoritismo de seu pai em relação ao garoto. Diferente do irmão, não tarda para que Catherine, a filha mais nova do Sr. Earnshaw se encante com Heathcliff e passem a ser melhores e inseparáveis amigos.
Assim acompanhamos a vida dos dois, seus encontros e desencontros, seus sentimentos conflitantes de amor e ódio e as circunstâncias que levaram os dois a destinos tão trágicos envolvendo nisso duas famílias que terminam desgraçadas.
O mais interessante dessa obra e que talvez seja o fator que leva ao erro de rotulá-la como um romance, é que apesar de ter uma história de amor em seu enredo, o foco está em como as pessoas se relacionavam naquela época, especialmente as que viviam em lugares remotos como os narrados no livro e como esse relacionamento muitas vezes era preenchido por mal entendidos, meias palavras, sentimentos reprimidos levando a sofridos e desnecessários desencontros e, muitas vezes, a rancorosas vinganças como a dessa triste história.
O que muito me atrai e fascina em obras britânicas desse período, é observar como o fato de as pessoas serem tão reservadas e cheias de orgulho fazia com que muitas vezes perdessem a pessoa amada ou se metessem em situações e relacionamentos desagradáveis. É extremamente chocante pra mim me deparar com histórias em que por uma pessoa não explicitar que gosta da outra, esta terminar só e perder seu grande amor para uma outra que foi mais “capaz” de expressas seus sentimentos. Por que a vergonha de expressá-los sem ter certeza absoluta que será correspondido (meio difícil se pensar que naquela época não era de bom tom nem conversar sozinha com um homem) era muito maior que o medo de passar o resto da vida sozinho!
Mas isso nem soa tão absurdo se pararmos pra pensar que uma mulher que expressasse sentimentos a um homem e depois mudasse de idéia (tipo, percebesse que não gostava dele tanto assim) ficava mal falada!! Isso sem nem pegar na mão nem nada!
Talvez pela cultura brasileira ser diferente, por sermos mais expansivos e falantes (sem generalizar, mas o brasileiro em comparação com outros povos é bem comunicativo) seja tão difícil pra mim, mesmo me considerando uma pessoa tímida, entender como alguém pode perceber que está prestes a perder a pessoa amada e ainda assim não ter coragem de exteriorizar o que sente.
Em Morro isso é bem claro, mas talvez o mais marcante seja a brutalidade nas relações humanas, em como alguns personagens passam a vida sendo humilhados e desprezados, sem atenção ou amor e como isso as torna pessoas amargas, frias, desprovidas de quaisquer sentimentos que não os de vingança e assim capazes de grandes crueldades....e por isso tb preciso dizer que meu personagem favorito nesse livro incrível é o Hareton Earnshaw, que sendo um dos que mais teve a vida desgraçada, conseguiu manter um caráter, uma doçura e uma capacidade de amar e perdoar que são simplesmente admiráveis e prova de como o meio não faz a pessoa e como é possível sair uma pessoa honesta e amorosa de um lar despedaçado, sem valores ou amor.
Eu nem percebi que tinha tanto pra falar desse livro, conheço a história há muitos anos e adoro o filme (a versão de 1993, com Ralph Fiennes e Juliette Binoche), mas só agora li o texto original e na íntegra, e talvez o fato de ter visitado o interior da Inglaterra recentemente tenha me trazido recordações de seus campos belíssimos, vivenciando de forma profunda a leitura uma vez que Emily relata com detalhes essa paisagem tão única onde ela mesma também viveu.
Minha verdadeira e profunda admiração pela obra e sua autora se aflorou.
Para aqueles que assim como eu são/ficaram fascinados pela obra, vale a pena acessar um site (em inglês) que é um guia de leitura de Wuthering Heights:
http://www.wuthering-heights.co.uk/summary.htm
Simplesmente imperdível!

Noturno (The Strain)

Um avião vindo de Berlim pousa em NY. Janelas fechadas, luzes apagadas, silêncio absoluto.
O biólogo do CCD, Dr.Eph Goodweather, é chamado para verificar um possível ataque terrorista, e mesmo com toda sua experiência se choca com o que encontra.
Começa então uma investigação que levará o Dr. Goodweather e sua assistente Norah a encontrar indícios de que algo inacreditável e terrível está acontecendo.
Abraham Setrakian é um sobrevivente do holocausto e estudioso do folclore europeu que percorreu os quatro cantos do mundo reunindo armas e se preparando para o inevitável: uma epidemia que acabará com toda a humanidade.
Esses personagens tão distintos se encontram e se unem numa batalha contra os seres que desencadearam a epidemia e tentarão contê-la antes que seja tarde demais.
Eu acredito que seria bem mais legal se fizessem um pouco mais de mistério, mas a sinopse do livro já entrega que se trata de uma pandemia vampírica, mas um tipo de vampiro que, apesar de ser tão cruel quanto as lendas dizem, é diferente de tudo que vc já viu. Esqueçam as versões de Bram Stoker, Anne Rice e até mesmo (e principalmente) os de Stephenie Meyer, esses vampiros aqui é que são monstros de verdade.
Escrito a quatro mãos por Guillermo del Toro (do elogiado O labirinto do fauno) e Chuck Hogan (vencedor do prêmio Hammett de literatura), Noturno é o primeiro volume de uma trilogia (sim, mais uma, rs) entitulada Trilogia da Escuridão. Não conheço os trabalhos anteriores dos autores, mas achei que fazem juz a sua fama, foram muito bem sucedidos e desenvolveram de forma crível a tal epidemia e descrevem com detalhes e de forma plausível (se é que se pode dizer isso numa obra com esse tema, rs) a transformação fisiológica dos humanos infectados em vampiros, inclusive descrevendo bem até demais sua assustadora “arma” de ataque (não, eles não infectam através das tradicionais mordidas).
Além disso, há interessantes histórias de fundo como a do Sr. Setrakian durante o Holocausto e as lendas que ouviu qdo criança sobre os Strigoi, se aprofundando ainda na história de alguns dos passageiros do avião. Admito que em alguns capítulos eu fiquei meio confusa tentando lembrar quem era o personagem de quem estava falando pq aparecem muitos no decorrer do livro, mas ao final achei que tudo foi importante pro desenrolar da história e mostrou a capacidade dos autores em humanizar os personagens especialmente se tratando de um livro com um tema que poderia facilmente acabar cheio de violência gratuita e sem conteúdo....dá facilmente pra imaginar tudo rolando nas telonas do cinema.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A tecnologia facilitando a vida dos leitores...

Hoje vou falar sobre algo que talvez não seja novidade pra vocês, mas que tem me surpreendido positivamente nos últimos tempos....a tecnologia no mundo dos livros.
Os tão comentados e-books ou livros eletrônicos já são realidade, bem como os leitores eletrônicos como o Kindle, Nuk e o iPad, mas só recentemente eu conheci duas ferramentas que vieram pra facilitar a vida dos amantes da literatura.

O primeiro é o MiniBiblio, um software que você baixa gratuitamente da internet, para você organizar e administrar sua própria Biblioteca. Nele você pode cadastrar todas as obras que você possui, inclusive determinando um número de classificação para organização das mesmas na sua estante e pode até realizar operações como empréstimos e devoluções, quer dizer, você terá como saber quando aquele seu amigo que te pede livros emprestados e nunca mais devolve levou o último, isso é uma coisa que acontece acho eu com todo mundo, e daí você nem lembra mais qual amigo que pegou, quando foi e se pegou mesmo, com o MiniBiblio não tem essa, você tem um histórico bonitinho dos seus livros e por onde eles andam.
Eu baixei no meu micro de casa mas admito que não parei para cadastrar os meus, mas pretendo sim quando tiver um tempo, pq facilita muito na hora de buscar um título, você pode visualizar por autor, ordem alfabética de título, assunto, etc.

A segunda ferramenta é, na verdade, uma rede social chamada Skoob que existe já há dois anos mas que só conheci agora (eu sempre atrasada, rs). Vira e mexe eu recebia mensagens de conhecidos convidando pra fazer parte mas eu não prestei atenção no que era e pensei ser apenas mais uma rede social (eu cansei delas, não consigo administrar tantas, rs, por isso fiquei só no Orkut mesmo). Mas há menos de um mês eu resolvi entrar e achei o máximo, lá vc tb cadastra todos os seus livros, se já leu, se vai ler, que nota dá pra ele, pode marcar seus livros favoritos, quando estiver lendo uma obra pode cadastrar em que parte está e ele te informa a porcentagem já lida, etc.
E como é uma rede social você pode inclusive informar caso queira trocar livros, de repente tem alguém querendo um livro que você tem e você pode trocar com essa pessoa por um título que você estava querendo há tempos, bem legal!
Fora que dá para fazer muitos amigos e descobrir pessoas que gostam dos mesmos títulos que você e acabar até descobrindo obras incríveis a partir dos coments alheios. Também é possível fazer resenhas e administrar seu histórico de leitura.

Bom, eu já estou por lá, se alguém quiser me adicionar fique a vontade. Por enqto eu ainda estou na fase de cadastrar meus livros (e isso é tão gostoso!!!) e por isso ainda não fiz contato com outros usuários, só tenho um amigo até agora, snif, rs